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quarta-feira, 17 de julho de 2013

O VAGA-LUME - Por Fagundes Varela



O VAGA-LUME 
Por Fagundes Varela
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Quem és tu pobre vivente, 
Que passas triste sozinho, 
Trazendo os raios da estrela
E as asas do passarinho?
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A noite é negra, raivosos 
Os ventos sopram do sul;  
Não temes, doido, que apaguem 
A tua lanterna azul? 
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Quando apareces, o lago 
De estranha luzes fulgura; 
Os mochos voam medrosos,
Buscando a floresta escura. 
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As folhas brilham, refletem, 
Como espelhos de esmeralda; 
Fulge o iris nas torrentes
Da serrania na fralda. 
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O grilo salta das sarças, 
Pulam gênios nos palmares, 
Começa o baile dos silfos
No seio dos nenuphares.
A tribo das borboletas, 
Das borboletas azuis, 
Segue teus giros no espaço, 
Mimosa gota de luz. 
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São elas flores sem haste, 
Tu és estrela sem céu; 
Procuram elas as chamas, 
Tua amas da noite o véu.
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Onde vais, pobre vivente, 
Onde vais triste, mesquinho. 
Levando os raios da estrela 
Nas asas do passarinho?
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           Os vaga-lumes  são insetos que possuem a faculdade de brilhar, e que às vezes enchem a noite de moveis pontos  luminosos.
            Nesta obra, Fagundes Varela diz, expressamente, que eles trazem "os raios da estrela e as asas  do passarinho", e descreve poeticamente o efeito que produzem volitando no campo. 
Nicéas Romeo Zanchett  
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