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quarta-feira, 19 de novembro de 2025

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A NELSON por Bocage

Precavendo os vai-e-vens da instável sorte, 

E do britano herói zelando a glória, 

Sem mancha, sem desar, dá-lo á memória

Pelas ondas fatais jurou Movarte:


Nelson! Raio do sul! Raio do Norte!

Crestas na lide ao galo e ovante história

Do horror a par de ti surge a vitória;

E louros imortais de cinge a morte.


Não com dor, não com ais e trácio nume

No toro funeral te vê lançado,

Em teus olhos extinto e márcio lume;


Vai (diz) folgar no Olimpo, aluno amado;

O triunfo até aqui foi teu costume,

Do que era teu costume eu fiz teu fado.


Pesquisa e postagem:  Nicéas Romeo Zanchett 


quarta-feira, 13 de abril de 2011

A LIBERDADE - por Bocage

                                     A LIBERDDE - por Bocage
Liberdade, onde estás? Quem te demora?
Quem faz que o teu influxo em nós não caia?
Porque (triste de mim!) porque não raia
Ja na esfera de Lysia a tua aurora?
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Da santa redenção é vinda a hora
A esta parte do mundo, que desmaia;
Oh! Venha... Oh! Venha, e trêmulo descaia
Despotismo feroz, que nos devora!
.
Eia! Acode ao mortal, que frio e mudo
Oculta o pátrio amor, torce a vontade,
E em fingir, por temor, empenha estudo:
.
Movam nossos grilhões tua piedade;
Nosso numem tu és, e gloria, e tudo,
Mãe do gênio e prazer, oh Liberdade!
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Manuel Maria Barbosa du Bocage, poeta portugues, nasceu em Setubal a 15 de Setembro de 1765 e morreu a 21 de Dezembro de 1805.  Cursou os estudos militares, e como guarda-marinha partiu para a Índia de onde fugiu para a China, regressando a Portugal em 1790. Em 1797 foi preso pela autoria de "Papéis Ímpios e Sediciosos". Dotado de raras faculdades, esbanjou o seu talento em improvisações.  Acabou a vida traduzindo poemas didáticos francêses.
Nicéas Romeo Zanchett
http://gotasdeculturauniversal.blogspot.com/