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quarta-feira, 19 de novembro de 2025

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A NELSON por Bocage

Precavendo os vai-e-vens da instável sorte, 

E do britano herói zelando a glória, 

Sem mancha, sem desar, dá-lo á memória

Pelas ondas fatais jurou Movarte:


Nelson! Raio do sul! Raio do Norte!

Crestas na lide ao galo e ovante história

Do horror a par de ti surge a vitória;

E louros imortais de cinge a morte.


Não com dor, não com ais e trácio nume

No toro funeral te vê lançado,

Em teus olhos extinto e márcio lume;


Vai (diz) folgar no Olimpo, aluno amado;

O triunfo até aqui foi teu costume,

Do que era teu costume eu fiz teu fado.


Pesquisa e postagem:  Nicéas Romeo Zanchett 


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