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sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

O SEPULCRO E A ROSA -Por Victor Hugo




O SEPULCRO E A ROSA 
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O sepulcro diz à rosa: 
Que fazer tu flor mimosa, 
Do orvalho da alva manhã? 
Diz a rosa à sepultura: 
Que fazer feia negrura, 
De tanta forma louçã? 
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Negra tumba, segue a rosa, 
Eu, dessa água preciosa
Faço aroma que é só meu. 
Diz-lhe a tumba com afago: 
De cada corpo que trago 
Ressurge um anjo no céu .
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Victor Hugo 
Nicéas Romeo Zanchett 
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domingo, 16 de fevereiro de 2014

O SACRIFÍCIO - Da Poetisa Safo - ilha de Lesbos


O SACRIFÍCIO 
 Poetisa SAFO - da Ilha grega de Lesbos 
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Vem, Athis, coroar de infantes rosas
Essa frente engraçada - e as tranças móveis
De teus áureos cabelos, deixa-as soltas
Pelo colo de neve. 
Oh! que amável pudor te anima e cora! 
Vem, colhe com teus dedos melindrosos
Frescas boninas, doces violetas
 De suavíssimo aroma; 
Que vítima de flores coroada, 
Sempre é mais grata aos deuses, Vem: teremos 
 Estas selvas sisudas por altares, 
Onde minha ventura
Me há de elevar aos numes soberanos. 
Enlaça em torno de mim essas grinaldas, 
Reclina-te em meu seio, os olhos belos
Para os meus olhos volve...
Que linda coras! que formosos lábios!
Essa polida tês não cede às flores; 
Não, que a viveza da sua cor brilhante
O esplendor não te ofusca. 

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Nicéas Romeo Zanchett 



sábado, 15 de fevereiro de 2014

O BRASIL - Por Olavo Bilac

Desenho de Romeo Zanchett 


O BRASIL 
Por Olavo Bilac 
Para! Uma terra nova ao teu olhar fulgura!
Detem-te! Aqui, de encontro a verdejantes plagas,
Em carícias se muda a inclemência das vagas...
Este é o reino da Luz, do Amor e da Fartura! 
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Treme-te a voz afeia às blasfêmias e às pragas, 
O' nauta! Olha-a, de pé, virgem morena e pura, 
Que aos teus beijos entrega, em plena formosura, 
- Os dois seios que, ardendo em desejos, afagas...
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Beija-a! O sol tropical deu-lhe à pele dourada 
O barulho do ninho, o perfume da rosa, 
A frescura do rio, o esplendor da alvorada...
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Beija-a! é a mais bela flor da Natureza inteira!
E farta-te de amor nessa carne cheirosa, 
O' desvirginador da Terra Brasileira!
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Pesquisa e postagem 
Nicéas Romeo Zanchett 
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domingo, 12 de janeiro de 2014

DELÍRIO - de Olavo Bilac



D E L I R I O 
De Olavo Bilac 
Nua, mas para o amor não cabe o pejo
Na minha a sua boca eu comprimia. 
E, em frêmitos carnais, ela dizia: 
 Mais abaixo, meu bem, quero teu beijo! 
Na inconsistência bruta do meu desejo 
Fremente, a minha boca obedecia, 
E os seus seios, tão rígidos mordia, 
Fazendo-a arrepiar em doce arpejo. 
Em suspiros de gozos infinitos
 Disse-me ela, ainda quase em grito:
Mais baixo, meu bem!? num frenesi. 
No seu ventre pousei a minha boca, 
Mais abaixo, meu bem!? disse ela, louca, 
Moralistas, perdoai!  Obedeci....
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domingo, 8 de dezembro de 2013

BREVIDADE DA VIDA - Por Simonides



BREVIDADE DA VIDA 
Por Simonides - poeta grego

Não há para os homens estável ventura - 
O bem pouco dura - vem prestes o mal. 
"Das folhas das plantas semelha ao destino - 
O fato mofino - da raça mortal". 
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Meônia sentença! Quão poucos humanos
Nos floridos anos - se lembram de ti! 
Sonhando delícias o moço descansa - 
Que doce  esperança - fagueira lhe ri. 
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Planeia embebido na dita que goza - 
Na quadra viçosa - projetos aos mil: 
E vem entretanto frustrar-lhe os intentos - 
Com passos tão lentos - a idade senil. 
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Em tal não cogita, são, válido e forte - 
Não pensa na morte - não teme o porvir. 
Ah! míseros, tanta fortuna inconstante - 
Que brilha um instante - vos pode iludir!
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Mortais! Que aproveitam fadigas, desvelos! 
Os anos mais belos - quão cedo se vão! - 
Gozai: vem achaques, e a morte, não longe - 
Ah! não vos lisonje - funesta ambição. 
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BREVE BIOGRAFIA DO AUTOR 
Simonides foi um poeta lírico da Grécia. Nasceu em Ceos, ilha do mar Egeu e uma das Cicladas, 505 anos antes de Cristo. A fama do seu engenho tornou-o aplaudido e festejado em Atenas, em Esparta e na corte de Hierão, tirano de Siracusa, onde morreu octogenário. Este poeta foi o criador da elegia  plangente. 
Nicéas Romeo Zanchett .
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DO AMOR MORDIDO DE UMA ABELHA - Por Theocrito



DO AMOR MORDIDO DE UMA ABELHA 
Por Theocrito - poeta grego. 
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De uma abelha o amor na mão mordido, 
Chorando à mãe se foi todo espantado
De ser de tão pequena ave ferido, 
E ficar da ferida tão cortado; 
Vênus, vendo o menino assim corrido, 
E da dor grande e nova tão tomado, 
Lhe disse; "Deixa os choros, e os espantos, 
Que também és pequeno, e feres tanto". 
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BREVE BIOGRAFIA DO AUTOR 
Theocrito, poeta grego, nasceu em Siracusa a 310 ou 300 antes de Cristo. Autor de "Idílios e de Epigramas", foi o criador do gênero bucólico ou pastoril, em que ninguém o excedeu. 
Nicéas Romeo Zanchett 
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